
O REI
DE RAMOS (2008)
CAMINHO DA CULTURA - Projeto Sócio-Cultural
Como
unir a vida de bicheiros e comédia?
Só
mesmo Dias Gomes, com seu incomparável talento para conseguir
esse feito. E, se nós, professores, produtores, e administradores
nos propomos a encenar uma peça dele, audaciosamente, temos que,
antes de mais nada, saber contar uma boa história criada por
ele. Esse é o caso de "O Rei de Ramos". O que
poderia ser mais interessante para a platéia do que a história
de um Romeu e Julieta à brasileira? Ainda mais, centrada sobre
o jogo do bicho?
Nossa
peça começa com os dois grandes rivais do jogo disputando
território. Mirandão e Brilhantina. Logo a seguir, o espetáculo
segue apresentando as personalidades dos dois, e suas respectivas famílias.
Mirandão tem uma filha. Brilhantina tem um filho. Os dois são
rivais e inimigos. Mas, para surpresa geral, os filhos se apaixonam.
É claro que as famílias, quando descobrem, não
concordam. Mas o amor é inexorável. Enquanto os pais se
digladiam pelos pontos do jogo de bicho, os filhos fogem em idílio
amoroso. Dias Gomes era um gênio. Mais Shakespeareano, impossível.
Um Shakespeare brasileiro. E mais. A peça não é
uma tragédia! É uma comédia, onde procuramos, toda
a nossa equipe, colocar em cena todo o clima escrito pelo Dias. Incluindo-se
aí, todos os personagens secundários. Capangas, malandros,
a polícia, médicos, etc. E, tudo isso, somado a uma técnica
extremamente bem funcional.
É
a proposta: Nosso cenário, figurinos, trilha sonora, iluminação
e maquiagem devem funcionar bem em qualquer lugar. Temos sempre que
ter em mente que o mais importante é a história a ser
contada e a interpretação do elenco.
O Rei de Ramos: um hilária história de dois inimigos que
se unem.
Cyrano Rosalém